Os santistas que vão passar o Carnaval em Salvador parecem não estar muito preocupados com a insegurança que tomou conta da Bahia com a greve da Polícia Militar. A vontade de percorrer o circuito Barra/Ondina ao som de Ivete Sangalo e companhia fala mais alto.
Em uma das lojas da CVC, em Santos, um supervisor, que preferiu não se identificar, diz estar surpreso. “A Bahia está em segundo lugar em fechamentos de pacotes para o Carnaval. Em primeiro está Natal. Eu pensei que teriam cancelamentos, mas até agora está tudo normal".
De acordo com os dados da agência, cerca de 2.080 pacotes foram fechados em Santos com destino à Bahia de 21 de janeiro até quarta-feira.
Na LopesTur, a situação é a mesma. Nenhum pacote de Carnaval para Salvador foi cancelado, de acordo com a proprietária da agência, Heloísa Lopes.
“Quem gosta de passar o Carnaval em Salvador se programa com antecedência. Até agora, ninguém cancelou. Todos estão na expectativa de que a greve acabe e que a situação se normalize. As pessoas ainda estão procurando, principalmente em cruzeiros”.
Se o santista embarca para curtir o Carnaval, quem já está lá não arrisca tanto. O universitário Caio Canário, 20 anos, que mora em Salvador. diz que o clima é de medo e tensão. “Nosso cotidiano mudou. Saímos só para perto de casa e para resolver algumas coisas".
O estudante de Ciências da Computação não retornou para a faculdade porque as aulas estão suspensas. Caio, que costuma seguir os trios na avenida, diz que este ano acha que não vai se arriscar. “A maioria dos meus amigos estão com medo. Carnaval na Bahia, sabe como é, tem que ter. Mas a gente que viu de perto tudo isso fica com medo”.
Insegurança
A greve dos policiais militares na Bahia começou em 31 de janeiro. Na manhã desta quinta-feira, o prédio da Assembleia Legislativa , em Salvador, foi liberado pelos policiais militares. O ex-policial militar Marco Prisco, considerado líder do movimento, e o policial Antônio Angelim deixaram o local presos. Até por volta das 8h30, não havia confirmação do fim da greve.
Fonte : ATribuna



