quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Rede de fast food contrata Ivete para reforçar brasilidade
Postado Por: iveteonlineCompartilhe:
No passado, a imagem do Brasil no exterior era um misto de Carnaval, praia e futebol. Mulatas sambando, mulheres seminuas saindo do mar e Pelé driblando adversários em sequência tal qual faz, hoje, o argentino Messi. De uns anos para cá, uma carreira internacional bem-sucedida colocou Ivete Sangalo entre os cartões postais do País.
De olho no sucesso da baiana, a rede de fast food Giraffas a contratou para reforçar a brasilidade de seu cardápio. A cantora é a estrela da campanha de marketing criada para celebrar os 30 anos de vida da rede.
Com 373 lojas, 45 das quais abertas somente ano passado, e com um faturamento 17% maior que em 2010, a rede diz ter apetite para "abocanhar" fatias maiores do mercado. No começo de 2011, a empresa abriu sua primeira operação em Miami, Estados Unidos, reforçando a associação da marca, que mescla a venda hambúrgueres variados com pratos à base de arroz e feijão, com a brasilidade.
"O Giraffas é a opção do horário do almoço para o brasileiro que não tem a possibilidade de ir pra casa e tem de comer fora", define Luciana Morais, diretora de Marketing e dona de duas franquias do Giraffas. Segundo ela, a busca por pratos mais equilibrados e com jeitinho de comida caseira, presente na linha batizada de "brasileira", tem feito o Giraffas se destacar entre as redes de fast food. "É comida de verdade. Temos concorrentes muito fortes em termos de sanduíche, mas se falamos de alimentação no prato - arroz com feijão e carne grelhada, o Giraffas é referência", afirma.
Campanha
A preparação da campanha dos 30 anos do Giraffas se baseou num processo de pesquisa que durou cerca de um ano. A primeira fase teve início no domigo 29 de janeiro, num comercial de 1 minuto dentro do Fantástico, com Ivete Sangalo cantando a música "Feijão Maravilha", de Gonzaguinha, ao lado de vários bonecos da marca Giraffas. Em seguida, a campanha ganhou revistas, rádios, outros espaços na TV e a internet, com ênfase nas redes sociais.
Para chegar ao nome de Ivete Sangalo, foi feita uma pesquisa em que se perguntava como seria o Giraffas se a rede fosse uma pessoa. Na fase seguinte, foram apresentadas algumas opções de nomes. "Só deu Ivete", conta Luciana Morais.
De março a abril, a diretora de Marketing explica que o plano prevê focar no lançamento de um produto chamado de "Brasileirão", que adiciona, ainda, batatas fritas ao prato "Brasileiro". A proximidade com o início da campeonato brasileiro de futebol, marcado para maio, talvez não seja mera coincidência.
Franqueamento
Para ser franqueado da marca é preciso fazer um investimento inicial de cerca de R$ 500 mil. Em contrapartida, o associado terá suporte em cursos de seleção de pessoal, campanhas publicitárias, como a atual com Ivete Sangalo, e apoio logístico.
Jomar de Morais é franqueado há 17 anos, com uma unidade em Brasília e outra em Porto Alegre. Ele conta que decidiu empreender depois de participar de plano de demissão incentivada em um órgão público no Distrito Federal. "Eu tinha o sonho comum de muitos brasileiros de ter meu próprio negócio, mas queria um negócio formatado que tivesse lucro garantido", conta. À época, diz ter feito um investimento entre US$ 30 mil e US$ 40 mil dólares. O retorno do investimento, segundo ele, veio em cerca de 90 dias.
Além do produto, cuja qualidade aprova, Morais destaca entre os pontos positivos a relação com o franqueador. Em 1998, quando a marca passava por um processo de unificação do distribuidor, ele e outros proprietários de lojas do Giraffas fundaram a Associação dos Franqueados. Entre outros papéis, a entidade gere, junto à administração, o fundo de Marketing da empresa.
Mercado americano
A rede, que abriu sua primeira loja em Brasília e já se expandiu principalmente pelo Sudeste e Centro-Oeste, vê espaço para crescer tanto por grandes centros quanto pelo Norte e Nordeste do Brasil, onde tem tido um bom desempenho, como relata Cláudio Miccieli, diretor-executivo da marca. Além das franquias, o Giraffas conta também com sete lojas próprias, que funcionam como pontos para abertura de mercado. Esse é o caso de lojas em Salvador e em Miami, esta última aberta em 2011. É a primeira empreitada internacional da rede, na qual estão sendo investidos US$ 3 milhões de dólares.
Entre outros fatores, como o crescimento econômico brasileiro, Miccieli credita o sucesso da marca também à diminuição do tempo que as pessoas têm para almoçar.
Esse é o foco nos Estados Unidos, em que com o slogan, Knife "n" Fork Food (comida de garfo e faca, ou comida de verdade) aborda o segmento por lá chamado de fast casual , que fica entre o fast food e o a La carte, com atendimento parcialmente feito na mesa. Ele julga que a marca foi até mesmo beneficiada pela crise que atingiu os EUA. "O americano faz pelo menos cinco refeições fora de casa por semana. Com a crise, quem ia para um restaurante mais caro precisa de um preço melhor. Se não quer cair no hambúrguer, vai ao Giraffas", resume.
Fonte : Terra
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